quarta-feira, 12 de maio de 2010

- Cara senhora Bracho, na nossa outra sessão a senhora não foi muito explicíta no que quis dizer.
- pensei que você fosse um psicanalista e entedesse nas entrelinhas.
- mas suas palavras são sem nexo algum.
- ora essa! me disseram uma vez em Paris que psicanálise era uma ótima solução para mulheres ricas e bonitas que estão com problemas mas estou vendo que é melhor comprar um martini e sair com um dos rapazes da revista Vogue.
- mas...
- já que estou aqui, vou ascender um cigarro pegar minha taça de espumante e falar dos meus problemas, não quero passar de "louca" para minhas amigas da Europa.
- se a senhora insiste.
- pare de me chamar de senhora, eu sou uma Bracho não envelheço nunca, sente esse seu traseiro naquela cadeirinha marrom ridicula e escute o que eu tenho a dizer, estou pagando para você me ouvir.
- sim senhora.
- Ah doutor! não entendo o por que das pessoas acharem que eu sou tão antipática, eu sou uma mulher tão doce... vou citar um exemplo:
eu estava com Gwen na festa de inauguração da nova loja da Dolce&Gabanna e uma saumench com um vestido cor-de-rosa-me-dá-arrepios apareceu na minha frente, ela estava tão mal vestida doutor aquele rosa tão vulgar não estava combinando com sua make "verão das praias imundas de Olinda." ela veio me perguntar se estava bonita para aquela ocasião já que todos ali tem que ter minha aprovação para poderem ter uma noite ardente com um cara rico, que lógico, eu conheço todos, eu olhei para a pobre coitada e falei " querida, o que você está fazendo aqui? o zoologico fica bem ali na esquina, ou se preferir tem um primo meu que é dono de circo posso ligar para ver se você se encaixa no perfil, mas acho meio dificil até as macacas de lá usam chapinha e pelo visto a senhora não sabe o que é isso não é? suma daqui antes que eu chame a segurança para lhe mandar para a carroçinha." ela saiu chorando doutor! e eu não entendi o por que!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Gargalhadas embreagadas.

- é meio clichê falar de amor doutor! Mas estava refletindo sobre os contos hilários de Allen, os trágicos filmes de Almódovar e as dores de Burton e percebi que esses três fazem parte de um dos dominios sentimentais da minha mente, err... como posso dizer, não é tão surreal quando você vive aquilo não é? A 3 anos atrás eu pensei ter encontrado o cara certo, mas ele me atirou num abismo que eu pensei que nunca mais sairia e ainda por cima queria ser meu amigo, que coisa mais deprimente não? Era como se ele fosse um psicopata que se alimentava do sofrimento do objeto em questão e ficava feliz, mas esse sentiemento de felicidade foi tirado dele por mim, conheci outro alguém e meu coração renasceu de novo, agora dói nele o sentimento de perda e isso é tão...
agradável.
Ver ele se contorcer de ódio ao falar do meu nome é tão bom, que mal sabe ele que eu fico sorrindo
toda vez que me mostram algo que ele fez, é ingenuidade dele continuar fazendo, mas que faça assim eu vou ter mais um motivo para rir nos meus dias.
Minha vida é tão boa, dinheiro, amor novo, amigos, bebidas e cigarros, as dores do passado agora são gargalhadas contadas em uma mesa de bar.